Um delegado da Polícia Civil da Bahia, foi preso na última quarta-feira (5), em Euclides da Cunha. A prisão faz parte das investigações da Operação Ouro de Tolo, que apura um suposto esquema de cobrança de vantagens indevidas a garimpeiros, empresários e comerciantes da região.
A ordem de prisão representa um novo desdobramento da operação deflagrada em agosto de 2025, quando o delegado foi alvo de mandados de busca e apreensão, afastado do cargo por 90 dias e teve o porte e a posse de arma de fogo suspensos por determinação judicial.
Durante o cumprimento das medidas na época, equipes encontraram cerca de R$ 90 mil em espécie na residência do investigado, além de um aparelho celular, uma pistola e uma espingarda calibre 12 com o registro vencido.
Segundo a apuração conduzida pela Corregedoria da Polícia Civil, o caso teve início após o recebimento de áudios nos quais o delegado teria solicitado vantagens ilícitas a garimpeiros e empresários dos municípios de Cansanção e Nordestina, localidades conhecidas pela atividade de mineração.
O inquérito também investiga possíveis vínculos entre a delegacia então comandada pelo delegado e integrantes de organizações criminosas que atuam na região, incluindo suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas. Segundo o Relatório de Inteligência Financeira (RIF), anexado aos autos do processo, foram apontadas movimentações superiores a R$ 12 milhões de reais em contas bancárias pessoais do delegado nos últimos três anos, o qual é considerado incompatível com os rendimentos oficiais do cargo.
As apurações também identificaram indícios de recebimento de recursos provenientes de mineradoras, comerciantes e proprietários de postos de combustíveis instalados na região, fatos que seguem sendo analisados pelas autoridades. A defesa do delegado ainda poderá se manifestar ao longo do processo, e os fatos investigados serão apreciados pela Justiça, respeitando o devido processo legal e a presunção de inocência.
Fonte: Bahia.ba
Por: Euclidesdacunha.com / Cláudia Xavier






